Amor Crudo

Quase todo mundo gostou de um amigo (amigo hétero!) na adolescência (e tem quem continue tendo essas paixonites mesmo depois de velho).

Eu era gamado no meu melhor amigo, que hoje é um médico. Era bem complicado. Tocar nele, coisa inevitável para quem passava o dia quase todo junto, inclusive dormindo no mesmo quarto, era uma tortura e um prazer; ter ciúmes e esconder o motivo da cara feia, uma atuação artística; conversar minutos sem fim altas horas da noite pelo telefone, uma obrigação.

O pior era fingir para si que aquilo que sentia não existia, que era apenas um sentimento normal de coleguismo. Essa negação de si é neurotizante!

Com o tempo, depois do colégio, o amor eros virou de fato amor filia…

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