A Suprema Corte dos EUA decidiu hoje que a proibição ao casamento gay fere a constituição daquele país. Penso que a questão seja diferente aqui no Brasil e que a decisão do Supremo Tribunal Federal passou dos limites possíveis, mas, de qualquer forma, a reflexão feita pelo juiz Anthony Kennedy no final de seu voto tem um valor universal:

Nenhuma união é mais profunda do que o casamento, pois ele encarna os mais altos ideais de amor, fidelidade, dedicação, sacrifício, e família. Na formação de uma união conjugal, duas pessoas se tornam algo maior do que eram. Como alguns dos peticionários nestes casos demonstram, o casamento encarna um amor que pode resistir até a morte. Dizer que esses homens e mulheres desrespeitam a ideia do casamento seria não compreendê-los. O seu pleito é que eles respeitam sim, respeitam tão profundamente que eles buscam alcançá-lo. Sua esperança é não serem condenados a viver em solidão, excluídos de uma das instituições mais antigas da civilização. Eles pedem igual dignidade aos olhos da lei. A Constituição concede-lhes esse direito.

Syria´s Queer Refugees

Uma dos textos mais interessantes que li neste começo de ano, pois conta não só sobre a situação dos refugiados gays da guerra da Síria, como dá uma pincelada no que era a cena GLS nesse país antes da desastrosa revolta.